Ana Jácomo, quero te guardar num potinho! Eu amo seus textos!

Descobri a Ana Jácomo por acaso, provavelmente no Pensador. 

Li primeiro “Com o Coração”, um texto que eu não sei explicar de tão lindo.

Quando o li pela primeira vez, estava completando um ano com o Bruno, meu namorado. Não pensei duas vezes; mandei pra ele! 

Ainda hoje, quando releio o texto, me emociono com cada palavra. É lindo! 

Mas o que eu queria contar é que virei fã da Ana Jácomo desde que a conheci. 

Procurei os contatos dela para mandar um “admiro muito o seu trabalho”, mesmo que fosse clichê. Só que não encontrei site, blog, redes sociais, nada oficial.

Achei apenas um Tumblr de uma fã e um blog desativado.

Se alguém souber de alguma coisa, me conte, por favor! rs

E agora que já fiz a fã abandonada, deixa eu compartilhar um texto, né? Um dos meus prediletos, aliás, e que tem TUDO a ver com o blog: 

Olhando daqui, percebo que pessoas e circunstâncias tiveram um propósito maior na minha vida do que muitas vezes, no momento de cada uma, eu soube, pude, aceitei, ler.

Parece-me, agora, que cada uma, no seu próprio tempo, do seu próprio modo, veio somar para que eu chegasse até aqui, embora algumas vezes, no calor da emoção da vez, eu tenha me rendido à enganosa impressão de que veio subtrair.

A vida tem uma sabedoria que nem sempre alcanço, mas que eu tenho aprendido a respeitar, cada vez com mais fé e liberdade.

O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma.

Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo, foi graça, alívio e abertura. A gente não precisa de certezas estáticas. A gente precisa é aprender a manha de saber se reinventar.

De se tornar manhã novíssima depois de cada longa noite escura. De duvidar até acreditar com o coração isento das crenças alheias. A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos.

A gente precisa é de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. É de um amor que não enruga, apesar das memórias todas na pele da alma. A gente precisa é deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver.

A gente precisa mesmo é aprender a ser feliz a partir do único lugar onde a felicidade pode começar, florir, esparramar seus ramos, compartilhar seus frutos. 

Tudo o que eu vivi me trouxe até aqui e sou grata a tudo, invariavelmente. Curvo meu coração em reverência a todos os mestres, espalhados pelos meus caminhos todos, vestidos de tantos jeitos, algumas vezes disfarçados de dor.

Eu mudei muito nos últimos anos, mais até do que já consigo notar, mas ainda não passei a acreditar em acaso.

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