Home Office: primeiras conclusões e dicas para quem quer começar

A experiência do home office é totalmente nova para mim. Nunca havia trabalhado por conta própria antes de sair do meu emprego, há poucos meses. 

Desde então, tento me adaptar ao trabalho remoto, que é tendência em crescimento no Brasil. 

De acordo com a pesquisa Home Office Brasil edição 2016, realizada pela SAP Consultores Associados, 37% das empresas brasileiras adotam práticas de home office, sendo que 75% delas estão localizadas em São Paulo. 

Ainda é cedo para dizer se o home office vai funcionar para mim, mas vou compartilhar as minhas conclusões até agora.

1 – Home office com rotina 

Eu estabeleci horários fixos para tudo: dormir, acordar, começar a trabalhar, almoçar, lanchar e encerrar o expediente. 

Uma dificuldade para mim tem sido dormir e acordar cedo, o que nunca achei difícil antes. 

Só que agora o que acontece? Se eu me atrasar para o trabalho, só devo explicação a mim. E confesso que tenho sido muito compreensiva comigo mesma. 

“Tenho um dia inteiro pela frente, posso compensar esse atraso”.

Sempre penso assim, mas estou tentando virar o jogo. Manter os horários fixos faz bem para a minha produtividade e me dá a sensação de que a rotina está equilibrada.

2 – Trabalhar de pijama é gostoso, mas não ajuda

Era inverno quando comecei no home office e achei uma delícia não ter a obrigação de tomar banho logo cedo. Bora trabalhar de pijama, por que não?

Você ganha tempo e isso é ótimo. Pero, no mucho!

Pelo menos para mim trabalhar de pijama deixa o dia com a cara de domingo e faz com que eu me sinta desleixada. 

Mesmo que eu acorde e não tome banho imediatamente, tento pelo menos trocar de roupa, como se estivesse saindo para o escritório.  

Tem uma amiga minha que faz até maquiagem, independentemente de ter ou não algum compromisso externo ou reunião via Skype. 

Isso ajuda a ativar o “modo profissional” dela, mas para mim basta uma roupinha mais formal e um calçado. Sim! Acho que tirar a meia ou o chinelão do pé também ajuda. 

3 – As distrações parecem maiores 

Um grande desafio pra mim tem sido minimizar as distrações. Elas existem e estão em todo lugar, em casa então…

Nem falo de televisão, porque quase não ligo a minha. Também não tenho o hábito de assaltar a geladeira, então é tranquilo trabalhar perto dela. 

Morando sozinha, também não preciso lidar com nenhum ser humano me cobrando atenção ou invadindo o meu home office (vocês viram esse vídeo aqui, né?). 

Ainda assim, me sinto improdutiva por conta das distrações. As maiores estão bem na minha frente: celular, e-mail, redes sociais, whats app…

Se no escritório convencional já é difícil não se dispersar, imagina no home office?

Até os mais disciplinados se perdem.

Para me distrair menos, não deixo o meu e-mail e whatsapp abertos o dia inteiro no computador. Já é um bom começo, né?

4 –  Vida profissional x vida doméstica 

Pra mim essa é a pior parte: dividir vida profissional e vida doméstica.

Difícil trabalhar em casa e ignorar a pilha de louças suja, o cesto de roupas sujas para lavar, a lixeira lotada para trocar… 

“Ah, mas é tão rápido pôr a roupa na máquina de lavar”, você pensa. 

É rápido, mas não aguento ir lá e fazer só isso. Até eu chegar na lavanderia, já fiquei com vontade de adiantar outras coisas que também só tomam alguns minutos. 

Nesta brincadeira toda, já perdi tempo me ocupando com outras obrigações e deixei de focar no trabalho. 

Aí volto à primeira dica que te falei: tem que ter horário pra tudo.

E é pra tudo mesmo, até pra colocar a roupa na máquina de lavar!

Para separar melhor as coisas, procuro fazer a faxina pesada no domingo à tarde e ir ajeitando o restante ao longo da semana, em horários em que normalmente já preciso “quebrar” o ritmo de trabalho. As pausas para o café ou a volta do almoço, por exemplo. 

5 – Um espaço próprio para trabalhar é o ideal

Até tenho uma escrivaninha no quarto, mas não acho uma boa ideia trabalhar todo dia olhando para a minha cama. Sem contar que a cadeira de escritório está ocupada com a trouxa de roupa que preciso passar. Dureza…

O que faço então é ocupar a mesa de jantar, que é mais espaçosa, inclusive. Como raramente almoço em casa, não vejo problema em trabalhar no mesmo espaço onde faço as minhas refeições. Eu já tenho por costume o hábito de tomar café da manhã trabalhando, então não faz muita diferença também.

O único porém é que não costumo esvaziar a mesa quando o expediente acaba. Caderno, caneta, garrafinha de água…deixo tudo lá, porque sei que vou voltar no dia seguinte. É fato que as coisas acabam se misturando um pouco.

Quando eu me mudar de apartamento, quero montar um escritório. Um lugar onde eu possa entrar, trabalhar, fechar a porta e só abrir novamente no dia seguinte. 

6 – Home office ainda gera desconfiança

Apesar de ser uma tendência que só cresce no Brasil, boa parte das pessoas ainda vê o trabalho remoto com certa desconfiança.

É comum alguém te ligar no meio da manhã perguntando: “tá dormindo?” Ou, ainda, te pedir um favorzinho no meio da tarde supondo que você pode sair de casa a qualquer momento. 

Também pode acontecer de você explicar, explicar e explicar o que faz e ouvir: “ah, sei…bico!”. 

Para mim essa falta de entendimento é natural, especialmente entre as gerações mais antigas. Não me sinto desvalorizada ou desrespeitada por isso, porque sei que a questão é cultural. 

Daqui a pouco, eu espero, todos estaremos mais habituados e livres de qualquer preconceito! (e com empresa registrada!).

E você, tem alguma experiência sobre o assunto para compartilhar? Conte aqui nos comentários! 

  

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