Constelação familiar: o que é e como funciona [Entrevista]

milene-ed-1-e1580074040661 Constelação familiar: o que é e como funciona [Entrevista]

Cada vez mais ouço falar na constelação familiar, mas confesso que sempre tive dificuldades pra entender como ela funciona. Meus amigos adeptos me dizem que “só vivenciando pra entender”.

Eu quero mesmo ter essa experiência na prática, mas antes preciso entender um pouco melhor o que é e como funciona a constelação familiar, que já vem sendo aplicada em empresas, escolas e tribunais de justiça para mediação de conflitos. Mas afinal, é um tipo de terapia? Acontece só em grupo ou posso fazer sozinha? Será que é pra mim?

Talvez você, aí do outro lado, tenha as mesmas dúvidas sobre o assunto, então fica comigo que as coisas vão ficar mais claras pra gente! Quem vai nos ajudar nessa é a psicóloga Milene D’ Arc, do Instituto Leve Viver, de Belo Horizonte.

Milene é formada em Psicologia pela PUC-Minas e, há dez anos, decidiu seguir pelo caminho da constelação familiar e começar os estudos na área. Ela tem treinamento no Instituto de Desenvolvimento Sistêmico para a Vida (Idesv) e já participou de seminários com o psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, criador da constelação familiar.

Bora pra entrevista?

1 – Para começar, explica pra gente o que é a constelação familiar sistêmica

Muitas pessoas falam que é uma abordagem, uma técnica, um recurso. Eu costumo dizer que é um caminho de vida. Ao nascermos em nossas famílias, carregamos como herança, além do sobrenome e semelhanças físicas, todo um sistema de crenças e comportamentos.

Esse sistema é um campo magnético cheio de histórias, traumas e padrões que vão passando de geração em geração muitas vezes de forma despercebida, ficando visíveis apenas os sintomas: depressão, fracasso financeiro ou profissional, por exemplo.

A constelação familiar acessa de forma muito fácil e natural esse sistema para permitir que a pessoa identifique esses padrões e, a partir disso, consiga modificá-los. Ela também apresenta leis sistêmicas que estão diretamente ligadas à felicidade e leveza nas diversas áreas da vida.

2 – Para quem a constelação é indicada?

Para todas as pessoas que querem mudar algo em suas vidas, pessoas que sentem a necessidade de olhar para algum aspecto que não vai bem – não necessariamente ligado à questões familiares. Pode até ser algo que às vezes a pessoa sabe o que precisa fazer, mas não consegue , não sai do lugar.

Como uma ciência dos relacionamentos humanos, a constelação familiar pode ser aplicada individualmente  nos mais diversos âmbitos das relações: nas escolas, na saúde, no judiciário e até no mundo empresarial. Ela já vem sendo aplicada há mais tempo em conciliações jurídicas, com excelentes resultados.

3 – A constelação familiar acontece necessariamente em grupo ou também individualmente?

A constelação pode ser realizada em grupo ou individualmente, de forma presencial ou on-line. Todas apresentam o mesmo efeito, mas é importante avaliar a melhor alternativa de acordo com o perfil de cada pessoa.

4 – Para que os resultados sejam efetivos, é necessário participar de quantas constelações? Existe um mínimo? 

A constelação é um trabalho muito profundo, que reverbera no sistema familiar da pessoa  de seis meses a um ano e meio. Por isso, quanto menos,  melhor.

Não se recomenda, por exemplo, constelar mais de uma vez sobre o mesmo tema. Lembrando que não podemos esperar um efeito “mágico”. O resultado depende também da pessoa absorver tudo que viu e adotar um novo olhar, uma nova postura diante daquele tema no dia a dia.

5 – Nesses encontros, posso constelar ou participar como ouvinte. Qual a diferença entre os dois?

No workshop em grupo, quem vai para constelar é a pessoa que quer colocar um tema próprio, de sua vida pessoal, para ser olhado.

As pessoas que vão como ouvintes se tornam representantes  do tema que está sendo trabalhado. Ser ouvinte também é uma oportunidade muito rica de vivenciar a dinâmica e aprender com as histórias de cada um.

6 – Quais resultados a constelação familiar vem trazendo para os seus atendimentos?

Os resultados são leveza na vida, prosperidade, bons relacionamentos e paz, desde que a pessoa faça aquilo que ficou de imagem de cura em sua constelação.

7 – Existe uma alternativa para quem não tem condições financeiras de investir na constelação?

Existem hoje diversos artigos e vídeos gratuitos sobre o tema que podem ser um excelente começo para quem quer começar a entender a constelação familiar. Em nosso Instagram, por exemplo, publico dicas, lives e vídeos com dicas que podem ajudar muito no dia a dia.

Participar como ouvinte dos workshops é também uma ótima alternativa para ter um contato mais profundo com a constelação e começar a absorvê – la melhor.

8 – Para finalizar, você recomenda algum livro para quem quer se aprofundar no assunto?

O primeiro que sempre recomendo é “Um lugar para os excluídos” (Bert  Hellinger). Outro super completo que gosto de ler é o “ Amor do Espírito (Bert  Hellinger), além de “Onde estão as moedas “(Joan Garriga).

Fim da entrevista! Impossível esgotar, em uma única entrevista, um assunto complexo e vasto como a constelação familiar, mas espero ter contribuído pelo menos um pouquinho para o seu entendimento sobre o assunto!

E se você já experimentou a constelação familiar, me conta nos comentários como foi a sua experiência?!

4 Comentários


  1. Bom sou apaixonada pela constelação família já fiz uma é estou me preparando para a segunda a constelação é diária todos os dias , eu gosto muito da didática da Isabela couto de Betim.Gistei muito da entrevista. Abraços!

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  2. Também tinha muitas dúvidas sobre o assunto e a entrevista deu uma boa clareada. Comei a segui-los no insta pra conhecer um pouco melhor o instituto. Obrigada, Marcela!

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  3. Assunto muito interessante e que tem chamado minha atenção recentemente.
    Agradeço por compartilhar mais informações.

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