Entrevista com Renata Faria, coordenadora do movimento Medita na Rua

Avenida Paulista, em São Paulo, foi um dos pontos de encontro das edições anteriores do Medita na Rua

Que tal participar de uma meditação coletiva em um espaço público da sua cidade? Essa é a proposta do Medita na Rua, que chega à sua terceira edição no próximo domingo, dia 22 de abril.

Nessa data, exatamente às 11h, participantes do movimento vão meditar juntos em ruas, praças, parques e outros locais públicos. Não é preciso se inscrever, nem pagar nada para participar. É só chegar e se juntar à roda! 

Eu fiquei super afim de ir e também de saber mais sobre o movimento, que surgiu aqui no Brasil (OBA!) e se espalhou para mais de dez países. 

Quer conhecer um pouquinho dessa história? Quem conta tudo pra gente é a Renata Faria, fundadora e coordenadora global do Medita na Rua.

Conversamos ontem por telefone e ela me contou como essa ideia surgiu e foi se espalhando mundo afora. E deu todos os detalhes sobre o próximo encontro. Vem ver! 

Renata, como surgiu a ideia de criar o Medita na Rua?  

A ideia surgiu depois que uma amiga postou um vídeo no Facebook que mostrava pessoas meditando nas ruas de Nova York. Eu assisti e pensei: “poxa, que legal! Será que conseguimos fazer algo parecido aqui no Brasil?”. 

Nesse período, eu já mantinha um projeto no Facebook chamado Meditação Fácil. Ao mesmo tempo, tinha o desejo de criar alguma coisa que envolvesse a meditação e a ocupação de espaços públicos. 

Então comecei a pensar nas possibilidades, junto com mais algumas pessoas do Meditação Fácil. Depois, em um retiro espiritual, compartilhei a ideia com outros praticantes de meditação, que também começaram a se envolver. E assim o Medita na Rua foi se construindo, aos poucos… 

Quais os objetivos do movimento? 

Um dos nossos objetivos é promover mais paz e união entre as pessoas, através da prática da meditação coletiva. 

Além disso, queremos desmistificar a meditação, mostrando que é algo muito mais simples do que parece. Qualquer pessoa pode meditar, em qualquer lugar, sem grandes esforços. E é justamente isso que o Medita na Rua quer mostrar.

O movimento é totalmente inclusivo e não está vinculado a nenhuma prática de meditação específica, religião ou instituição filosófica/espiritual. É um projeto para pessoas de todas as idades, condições sociais, religiões e crenças. É para meditadores e também para quem nunca meditou antes!   

Conta um pouquinho como é o encontro? 

É um grande flashmob pelo mundo. Pessoas de várias cidades do Brasil e de outros países se encontram para a prática coletiva de meditação, que dura 20 minutos. Cada cidade tem o seu ponto de encontro – ruas, parques, praças e outros locais públicos. 

A meditação não é guiada, porque a ideia é deixar a pessoa livre para praticar a técnica que quiser. Ou para, simplesmente, permanecer em silêncio por alguns minutos. 

O Medita na Rua é um movimento colaborativo. Como atuam os voluntários?  

Algumas pessoas atuam no dia a dia do projeto, “alimentando a fogueira”. Outras se dedicam algumas horas por semana ou em momentos pontuais, atendendo a demandas específicas. 

Há ainda uma terceira camada – os anfitriões. Eles nos apoiam localmente na organização e divulgação de cada encontro. Definem o espaço público, imprimem o banner do movimento, convidam as pessoas e recebem os participantes no dia do evento. 

Como foi o primeiro encontro, em junho de 2017? 

Foi mágico! A participação superou todas as nossas expectativas. Um monte de gente recebeu o convite para o evento no Facebook e manifestou o interesse em participar. Tudo de forma espontânea.

Nisso o meu amigo que mora na Argentina veio me dizer que queria fazer lá também. E foi convidando mais pessoas, que foram compartilhando o evento com mais gente. E assim o Medita na Rua foi crescendo e se tornando um grande movimento. 

Na primeira edição tivemos a participação de 61 cidades e 8 países. A gente realmente não esperava tantas pessoas curtindo a ideia e se envolvendo.

Senti uma alegria enorme ao receber as fotos e os relatos dos participantes depois do encontro. Vários contaram que fizeram novas amizades e agora se encontram regularmente para meditar. 

Quais as recomendações para quem vai participar do próximo encontro, no domingo?

Chegar no ponto de encontro com 15 minutos de antecedência, para não correr o risco de perder a meditação. Vamos começar pontualmente às 11h.

Outra recomendação é levar uma garrafinha de água e uma almofada, um tapetinho de yoga ou uma canga para se sentar.

Depois do evento a gente sugere que o participante compartilhe suas fotos e a sua experiência nas redes sociais, usando as hashtags #meditanarua, #meditaenlacalle e #streetmeditation. 

Renata, você é professora de meditação, né? Pode deixar alguma dica para quem é iniciante na prática? 

A principal dica que eu deixo é: medite com regularidade. Estudos científicos mostram que a prática de 20 minutos de meditação diária, durante dois meses, já provoca mudanças no cérebro. 

Portanto, experimente meditar todos os dias. E não comece esperando esse ou aquele resultado. Medite sem grandes expectativas e vai vendo o que acontece. Pouco a pouco você vai perceber os benefícios da meditação

 → Clique aqui para conferir a lista de cidades e países do próximo Medita na Rua

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