Pare um instante e leia esse relato sobre a depressão – ESCLARECEDOR

Esses dias, pesquisando um assunto para o blog, dei de cara com o texto “Trintei Na Depressão”, reproduzido no site da Folha de São Paulo

Terminei de ler e só pensei: tenho que compartilhar.

Logo descobri que aquele relato tão honesto e esclarecedor havia sido escrito pela Tati Oshiro, uma brasileira na faixa dos 30 anos morando em Toronto, no Canadá.

Imediatamente mandei um e-mail para ela pedindo autorização para publicar o texto no blog. A resposta veio a jato: “Claro que pode!”. 

E aí o que a blogueira (rs rs rs) faz? Agradece a Tati, escreve um artigo-textão e torce para você ler até o final!

Além de mostrar o relato pessoal dela, quero te explicar por que a depressão é um dos assuntos do blog e por que ainda pretendo falar muito sobre isso. 

#Agorachegadeconversa 

Trintei na Depressão, por Tati Oshiro 

Fui diagnosticada na época em que meus amigos estavam dando grandes passos em suas vidas e seguindo em frente. De certa forma, eu sei que fiquei pra trás. Às vezes eu me sinto meio esquecida, sabe? Na verdade, às vezes, eu mesma me esqueço.

Assim que eu fui diagnosticada, muitos dos meus amigos estavam comprando apartamentos, noivando, casando. Enquanto eu era hospitalizada (as primeiras vezes), eles estavam tendo seus primeiros filhos. Carreiras iam em frente, mais bebês nasciam e eu sofria com as recaídas.

Centenas de milhões de pessoas no mundo enfrentam problemas de saúde mental. Mesmo assim o sentimento é que estamos vivendo esse desafio sozinhos. Isso porque a maioria das pessoas não consegue falar sobre o assunto. Existe um tabu! E isso não é culpa delas. Nem sua. Nem minha.

No Brasil,  o número de suicídios por motivos ligados a depressão cresceu mais de sete vezes nos últimos 16 anos –e ainda pouco se fala abertamente a respeito. É triste dizer, mas acho que, de certa forma, nós –doentes– já estamos acostumados.

Responda: qual das opções é a mais bem-aceita quando você vai ligar para o seu chefe de manhã e avisar que precisa faltar no trabalho?

1) “Chefe, preciso ficar em casa hoje porque não estou bem disposto, estou com dor de cabeça e enjoo. Acho que é virose!”

2) “Chefe, não vou para o escritório hoje porque estou me sentindo muito triste, angustiado e não consigo me levantar da cama. Acho que é depressão!”

Todos sabemos a resposta. O mundo consegue aceitar e se sensibilizar quando qualquer outra parte do seu corpo adoece, menos o cérebro.

Há um grande preconceito, uma imagem distorcida das pessoas que lutam contra depressão, ansiedade, bipolaridade, ataque de pânico, TOC…

Sendo sincera, para mim não é fácil falar sobre isso. É foda! E parece que é foda para todo mundo. Tanto que ninguém, no fim das contas, está falando nada.

Nós não vemos isso nas mídias sociais, não vemos na TV. Esse assunto não é gostoso, não é divertido, não é leve. E como não lidamos com o tema, não percebemos a severidade da depressão.

E é sério: a cada 30 segundos, em algum lugar do mundo, alguém tira a própria vida por motivos ligados à doença. E pode ser alguém a dois quarteirões de distância, a dois países ou continentes de distância, mas está acontecendo.

As pessoas precisam saber que depressão não é simplesmente estar triste quando algo não anda bem na vida. Quando você termina com seu namorado, quando você perde uma pessoa amada, ou quando não consegue aquele emprego que tanto queria, isso é tristeza –uma emoção natural.

A depressão real é estar triste mesmo quando tudo na sua vida vai bem.

Por muito tempo, eu acho, eu vivi duas vidas completamente diferentes e uma sentia medo da outra. Eu tinha medo de que as pessoas pudessem me ver como eu realmente era. Por baixo da minha risada, havia sofrimento. Eu escondia muita dor.

Algumas pessoas sentem medo de levar um fora, outras tem medo de tubarões, outras ainda tem medo da morte. Para mim, por muito tempo nessa vida, eu tive medo de mim mesma. Eu tive medo da minha vulnerabilidade, das minhas fraquezas. E esse medo me fazia sentir como se eu estivesse encurralada em um canto, sem outra saída a não ser a morte. Eu penso nisso todos os dias.

Enquanto eu escrevo aqui, eu já pensei novamente, porque essa é a doença, esse é o sofrimento, isso é a depressão. Não é como catapora –uma vez vencida, a doença não se vai para sempre, é uma coisa com a qual se vive, como uma vizinha chata que nunca vai mudar de casa, uma voz que você vai sempre ter que escutar.

E a parte mais assustadora é que, depois de um tempo, você se acostuma, as coisas se tornam “normais”. E aquilo de que você mais sente medo não é a dor lá de dentro, é o preconceito das outras pessoas. É a vergonha, o olhar de desaprovação na cara do amigo, o cochicho nos corredores dizendo que você é fraca e os comentários de que você está louco.

E isso é o que impede de procurar ajuda, fazendo com que você guarde essa dor. E aí você guarda e esconde, mesmo sabendo que é justamente isso está mantendo você na cama todos os dias e fazendo você se sentir vazio, não importa o quanto você se esforce.

Vivemos em um mundo onde,  quando alguém quebra um braço, todo mundo corre para assinar no gesso. Mas a pessoa tem depressão, todo mundo foge.

A depressão é um dos maiores problemas de saúde já documentados e é um dos menos discutidos. O assunto fica de lado, afastado –as pessoas esperem que as coisas se consertem sozinhas.

Mas isso não aconteceu e não vai acontecer. Cultivar essa “esperança” não resolve, só procrastina. 

Não sei qual é a solução, mas o primeiro passo é reconhecer que temos um problema –não vai ser possível encontrar  a resposta enquanto temos medo da pergunta.

Essa mudança de postura tem que começar agora –comigo, com você, leitor, e com outras pessoas que estão sofrendo, que estão escondidas nas sombras. Nós precisamos quebrar o silêncio e falar a respeito.

Se você está enfrentando a depressão, saiba que está tudo bem. Saiba que você só está doente, você não é fraco. A depressão é um problema, não uma identidade.

Mas por mais que eu odeie a depressão, eu sou grata a ela. A doença me empurrou para escuridão para me lembrar que há luz. Minha dor me forçou a ter fé em mim mesma, em outras pessoas, e de que eu posso melhorar e mudar essa situação. Sei que podemos falar sobre isso e lutar contra a ignorância, contra a intolerância, e que podemos aprender a amar quem nós somos –e não quem o mundo quer que sejamos.

Precisamos parar com a ignorância, com a intolerância, com o estigma, com o silêncio, e nos livrar dos tabus.

É preciso dar uma boa olhada para essa realidade e começar a falar, porque a melhor forma de combater esse problema, que as pessoas estão enfrentando sozinhas, é nos fortalecermos juntos.

Apesar dos lugares aonde as estradas me levaram, os 30 anos me trouxeram esperança, desejos e sonhos. O passado não precisa definir o futuro, certo? Eu não terminei ainda, eu não parei. E eu não vou desistir.

Depressão: por que esse assunto no blog? 

A proposta do blog é te ajudar a viver com mais leveza, mesmo com os desafios da vida pós-moderna. 

Acredito que o cuidado com a saúde mental é um ponto importante para isso. Acho que precisamos cuidar da nossa mente da mesma forma que cuidamos da nossa saúde física. 

Isso passa pelo conhecimento e pela discussão sobre os transtornos mentais, crescentes no Brasil e em todo o mundo. Um deles é a depressão. 

Tenho certeza que você conhece alguém que tenha sido diagnosticado com a doença. Talvez um amigo ou parente bem próximo, como é o meu caso. 

E aí você não sabe como lidar, como ajudar, como falar sobre isso. Sinto que poucas pessoas falam abertamente sobre depressão com os familiares, amigos ou colegas de trabalho.

E dá pra entender. Estamos falando de uma doença ainda cercada por tabus e preconceitos. Um transtorno ainda subestimado e incompreendido. 

Mas precisamos falar sobre isso 

Acho que a gente precisa falar sobre depressão. Falar em casa, no bar, no trabalho…

E falar mesmo que nunca tenha passado por isso ou não conheça sequer uma alma viva que enfrente a doença. 

É que ninguém está livre da depressão. Pode acontecer com qualquer um de nós, mesmo que a vida esteja ótima.

Pode acontecer com um amigo querido ou um colega de trabalho que você nem imagina. Tanta gente sofrendo calado…

Pode acontecer com aquele seu conhecido que nem sabe direito que transtorno é esse. Acha que é só tristeza e passa. 

Pode acontecer com sua mãe ou seu pai que logo logo vão entrar na terceira idade.

E está acontecendo muito! Cada vez mais…

Então precisamos falar sobre isso. Precisamos nos informar também. 

Entendendo a doença e os estigmas por trás dela, será que a gente não consegue ajudar de fato alguém deprimido (a)? 

Quem sabe não conseguimos esclarecer as coisas para as pessoas que ainda veem a depressão como sinônimo de fraqueza, frescura, corpo mole

OMS já chamou a atenção para o problema 

Em abril deste ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) promoveu a campanha de conscientização “Depression: Let’s Talk” ou “Depressão: Vamos Conversar”, em português.

Com essa iniciativa, lançada no Dia Mundial da Saúde (7/4), a OMS quis incentivar as pessoas a falarem abertamente sobre a depressão, como o primeiro passo e mais importante passo para reduzir o estigma associado à ela.

Assista ao vídeo:

Estatísticas: outro sinal de alerta

Meses antes da veiculação da campanha, a Organização Mundial de Saúde divulgou um relatório global com as estimativas mais atualizadas sobre a depressão e outros transtornos mentais, como os de ansiedade. 

Na época da divulgação, a diretora geral da OMS, Margaret Chan, alertou:

Estes novos números são um sinal de alerta para que todos os países repensem sua visão da saúde mental e a tratem com a urgência que ela merece. 

No infográfico abaixo listo as estatísticas do relatório que mais me chamaram a atenção. Para acessar o documento completo, clique aqui. 

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28 Comentários


  1. Espero ajudar, com esse comentário. O debate a conversa precisa ser feita; precisa encarnar em nós a ideia de que há luz adiante; não podemos deixar ser acorrentados pela dor. Dê uma chance ao diálogo. A poesia de Facundo Cabral: Você não está deprimido, pode ser o inicio da claridade que muitos de nós ansiamos.

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      1. Olá sou estudante, e estou fazendo um seminário sobre Depressão, e buscando relatos encontrei o da Tati Oshiro, gostaria de usar esse relato no meu trabalho pois acho que irá ajudar muitos estudantes a entenderem um pouco sobre o assunto. Como posso pedir a autorização dela para usar ?

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        1. Ei Emilly, legal! só não deixe mesmo de pedir a autorização dela. Eu fiz isso antes de publicar o relato aqui. Vou te passar o e-mail dela por e-mail, combinado? Se não receber me chama aqui nos comentários! Obrigada e boa sorte no seu seminário!

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  2. Oi meu nome é Benedita sou cearense, moro no município de Caucaia. Venho há certo tempo sofrendo não apenas por conta da depressão, mas também pelo preconceito. Hoje eu perdi todos meus amigos, e minha rede social social que antes bombada hoje está parada nem uma mensagem nada… ontem dia 06/09/2019. O mês que a OMS, denominou Setembro amarelo, uma forma de conscientização sobre o suicídio. Eu fico pensando será que realmente está funcionando na prática? Eu vou falar o pq da pergunta: ontem eu fui para a perícia médica com o laudo do psiquiatra que vem me acompanhado , e o médico da perícia dos funcionários públicos de Caucaia (IPMC) se recusou a me atender e sabe qual o motivo? Pq eu estava chorando com uma angústia que nem eu mesma sei explicar. Ele saiu da sala e me deixou lá sozinha precisando de ajuda , mas ele era o médico e a última palavra era a dele. Isso me deixou tão desacreditada que essa doença não está sendo levada a sério nem por um profissional de saúde, eu estava precisando de ajuda naquele momento e ele se recusou . Eu ali não era a paciente e sim uma ameaça para ele , fui convidada a se retirar da sala pela guarda municipal, sendo que eu não representava nenhuma ameaça. Eu precisava de ajuda. Eu espero que essas minhas palavras possam chegar até você e que o mundo saiba como as pessoas que sofrem com essa doença é reprimida e vista como uma ameaça para algumas pessoas dentre elas profissionais de saúde.

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  3. Tenho 44 e os sintomas começaram aos 25 mais ou menos. Já fiz vários tratamentos mas até agora não senti melhora. A cada ano que passa me sinto mais frustrada e fracassada, não consigo emprego e apesar de ser formada em direito tenho medo das recaídas prejudicarem os clientes, tenho medo de errar, medo de fracassar. Não faço a prova da OAB pq não sei se suporto mais fracassos. Sou sustentada pelos meus pais – que um dia se vão – e não sei o que será de mim. Na verdade penso em acabar com tudo, mas não tenho coragem de provocar tamanha dor na minha mãe e na minha filha. Também penso que deixaria minha filha sozinha nesse mundo. Mas qdo a dor aperta me esqueço de tudo e só quero dormir, os remédios já não fazem mais efeitos pro sono. Só queria ficar anestesiada, não sentir nada. Chega uma hora que se torna insuportável viver assim. Não consigo mais. Quando acordo choro, pois ainda estou viva. Não ligo se meus conhecidos cresceram profissionalmente se estão bem com família e financeiramente..pra mim nada mais interessa. Hj me arrependo de ter colocado no mundo uma filha, pois claramente ela sofre consequências da minha doença, também apresenta alguns sintomas e tem medo que eu faça algo contra mim. Ou seja..tudo o que sinto atinge a quem mais amo. Se eu não tivesse filha, tudo seria mais fácil, pois eu não teria a responsabilidade de ficar viva por ela. Apesar de hj ser adulta ela se preocupa demais comigo. Não posso decepciona-la. E o custo disso é viver em sofrimento, vivo contando o tempo para que tudo acabe. Até qdo estou bem não tenho vontade de fazer nada pra melhorar. As vezes penso…mas em seguida desisto. Totalmente descrente cansei. Só quero que tudo acabe.

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    1. Seja forte … apesar de ter muito tempo creia que você pode vencer … clame a Deus e Ele te ouvirá !!!

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  4. É bem isso que você relatou, estou na casa dos 30 e tem 1 ano que luto contra a depressão.O mais difícil é perceber que ela sempre esteve comigo. Fui abusada na minha infância dentro da minha própria casa, cresci sem conhecer meu pai, sofri assédio sexual dentro do meu trabalho e com todos esses episodios eu sempre sentia uma tristeza e por muitas vezes chorava e lembrava de todos ao mesmo tempo como se fosse um filme, mas sempre lutei e não me deixava abater. Então um dia eu fiquei desempregada onde minha renda reduziu 80% percebi que a tristeza já era mais constante e por fim fui traída pelo meu ex noivo onde de fato de estruturou emocionalmente. Neste 1 ano busquei ajuda com psiquiatra e terapias com psicólogo , minha família me apoiando e eu buscando fortalecer minha fé. Hoje com todo esse conjunto antidepressivo consigo fazer rotinas do dia dia, mas acredite é pesado e cansativo. Faço faculdade, estágio e as vezes vou na academia. É muito difícil para mim sair com amigos e me relacionar com um novo alguém. Minha depressão me deu 15kg a mais e consequência disso é de não gostar de me ver no espelho. Tem dias que acordo bem e tenho um dia bem, mas sempre me compenso na comida exageradamente.Tem dias que estou péssima e que me sinto um lixo insignificante e só passa pela minha cabeça coisas ruins. Sinto também que nunca serei a mesma. Tenho a sensação que estou vivendo no automático. Luto todos os dias contra a depressão e te confesso que tem dias que ela ganha de tal forma que me faz pensar em desistir de tudo (família, faculdade,estágio, minha cachorrinha, de mim) o tudo vira uma nada. Hoje estou péssima e vejo minha mãe sofrendo me vendo chorando e para baixo e fui buscar na internet depoimentos para dar uma luz neste dia é achei seu blog. Por mais triste que seja percebo que tem alguém com o mesmo sentimento é mesma luta q a minha. Obrigada

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  5. Excelente iniciativa. O abandono familiar é um dos fatores mais importantes para o agravamento deste transtorno psíquico. Sofro com isso desde a adolescência(tornou-se um mal crônico). Família desestruturada. Tudo se agrava mais quando a vida adulta se inicia. Aí percebemos o abismo que nos separa da vida normal. Sem escolhas,mergulhamos neste abismo. Uma vida paralisada,atividade interna intensa mas grande dificuldade de transpor barreiras que são simples obstáculos paraca maioria das pessoas. Anos de vida vivida em escuridão,timidez e isolamento. A sensação de que a vida está passando e que você não a está vivendo(no meu caso estou na casa dos 40). Grandes sonhos cultivados em silêncio e que nunca se materializam. Tristeza infinda e a percepção do que há de pior no mundo e nos seres humanos sempre ocupando destaque nos pensamentos. É um caminho árduo. Constroi-se um pouco e as crises vem para destruir. Castração sexual,dificuldade afetiva,fobia social… solidão. Que exista mais compreensão e compaixão por aqueles que atravessam este caminho. Difícil esquecer a imagem de meu pai me abandonando sozinho em um CAPS e indo embora envergonhado e indignado… Que a brutalidade no mundo um dia ceda lugar a compreensão. Enquanto isso sobrevivemos. Março,2019.

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  6. Parabens Marcela pelo grande trabalho de se preocupar com as pessoas depressivas.

    Falta de amor, compreensao, conversa que muitas pessoas so encontram solucoes nesse meio de comunicaçao, por coincidencia se deparar um caso como o seu, e acaba descobrindo que seu caso e uma gota diante de outroa casos.
    continue e nao deixe que esse canal seja destruido, porque acredito que esse canal dará vida para muitos casos de pessoas que nao tem mais soluçao.

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    1. Ei Junior, eu é quem te agradeço pela troca e pelo comentário! Muito obrigada e volte sempre aqui 🙂

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  7. Boa noite, estou aqui com mais um quadro depressivo, e é desde os meus 29 anos, hoje 46, é pela quarta vez, e amanhã vou falar com meu psicologo pela segunda vez, relutei e realmente percebi que já sofri muitos prejuízos, mas graças a Deus, sempre superei, não quero sofrer mais igual das outras vezes, que aconteceu, é possível estarmos bem mentalmente, espiritualmente e emocionalmente, pois já passei por isso, e quando os gatilhos são disparados, pra voltar depois não é fácil, mas vamos recomeçar e viver a vida com as pessoas que amamos e outras que vão aparecer em nossas vidas, agora estou em meu quarto sem sair dele a 4 dias, mas já estou ruim +- 5 meses ou mais, sofrendo comigo mesmo, só choro e pensamentos negativos, realmente preciso me tratar, vendo minha amada esposa e meus queridos filhos indo pro trabalho e eu deitado ” isso é muito ruim”.não é fácil, mas somos mais do que vencedores, abraço a todos.

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    1. Ei Emerson,

      Que você encontre força na sua família para superar a depressão novamente. É possível sim estarmos bem mentalmente, espiritualmente e emocionalmente e vc já conseguiu isso antes. Faça o tratamento com o seu psicólogo e não fique sofrendo sozinho, procure ajuda. Você vai sim vencer mais essa. Grande abraço e muito obrigada por compartilhar o seu relato com a gente.

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    2. Bom dia Emerson, acabei ver sua mensagem, nao sei qual o motivo de sua depressao, mas quero dizer pra vc se levantar pelo visto como escreveu vc tem uma familia e isso vc deve agradecer todos a Deus, coisas boas e ruins todos nos passamos, e eu acredito que vc deveria dar valor a sua familia que estar perto de vc, e parar de ser egoista, convivo com pessoas que perderam seus lares, tiveram que abandonar seu país para nao poder passar fome, haitiano e venezuelano, mas ele acreditam que seu povo irá sair com ajuda de Deus, nao quero vc fique com raiva apenas enxergue sua realidade, olhe a sua volta e agradeça a deus todos os dias, fique com Deus….92993237851 Zap, se quizer conversar de um tok..

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      1. Caro Emerson, veja se vc consegue conversar com os seus familiares, seus filhos, esposa, seus pais, amigos. Peça ajuda. Procure urgente um psiquiatra, e um psicólogo. Iniciei imediatamento um tratamento. Aceite que vc está doente. Não se sinta culpado e muito menos egoísta. Vc vai ser curado. Aceite o tratamento meu nobre. Vc merece ser feliz. Eu aceitei a doença e o tratamento. Vai ser uma longa jornada. Mas, esse é o caminho.

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  8. Eu estou passando por isso e é muito difícil sentir essa dor na alma.
    É uma doença que poucas pessoas entendem que não conseguimos sair somente com a força de vontade.
    As vezes perco a fé na recuperação, mas como já saí de dois episódios no passado tô esperançosa.
    Estou assim faz 2 meses e já me sinto desesperada.

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    1. Oi Teresinha, você está fazendo acompanhamento psicológico com terapeuta ou psiquiatra?

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    2. bom dia terezinha muitas vezes que nos lembramos de coisas que nos desagrada, fazendo com que meses e ate anos, de ter feito algo ou nao ter feito, quando eramos sonhamos, brincamos, dançamos, nos divertimos, fazemos planos para o futuro, cumprimos metas para que tudo saia bem, mas infelizmente por muitas vezes por ilusao do acaso acabamos pagando auto preço, e voltamos refazer nossos planos, e para dar certo daqui pra frente temos que apagar tudo que destruimos do passado, nao se culpe tire das coisas ruins grande aprendizado e fortalezasse, perdoe, nao se culpe, vc fez oque pode, agradeça a Deus pela sua vida, pela saude, tenha fé tudo irá dar certo. Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra. se quizer conversar 92993237851..junior

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  9. parabéns por abordar o tema no seu blog, as pessoas ridicularizam um depressivo, mais até ela ou um ente querido ter depressão, ai a coisa muda de figura!!!

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    1. Realmente a depressão ainda é um tema cercado de preconceitos e tabus, né Alexandre?
      Eu é quem te agradeço pelo comentário.

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  10. Nossa muito sincero e profundo esse depoimento, ela é muito feliz quando fala como a maioria das pessoas veem o depressivo , moleza , besteira , frescura é assim mesmo como muitos encaram a pessoa depressiva.Quando na verdade vc sente uma dor na alma, uma dor que não tem remédio ,que vc se sente incapaz, infeliz a última pessoa do mundo. Não existe esperança de dias de sol, de céu azul tudo é cinza, enfim poderia ficar aqui falando sobre isso por horas pois sou depressiva e entendo bem disso,mais termino falando que pra mim há 20 anos não sei o que é sentir prazer nas coisas simples da vida, nem o que é felicidade.

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  11. Não é fácil lidar com as doenças do cérebro, pois se envolvem emoção as pessoas tendem a ver como fraqueza. Inclusive nós que sofremos tbm vemos com uma fraqueza. Não é por mal, mais enquanto não for falado mais e trabalhar esse entendimento sobre a doença, muitos cometeram suicidio por não aguentar a tristeza dentro delas! E muitas pessoas não fazem IDEIA como a tristeza gerada pela depressão é desesperadora!

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  12. Nossa o depoimento é o mais sincero que já, li e esclarecedor. Sofro há 26 anos, é a sensação é que minha vida foi perdida, não fiz nada, não consegui nada. Não tenho coragem de postar toda minha dor, no momento só busco uma forma de acabar com essa vida que nada realiza, é um encosto, um problema, pra minha família, que hoje nem se importa mais. Preciso de ajuda sim mas pra por fim nesse pesadelo. Já que não tem cura.

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    1. Gislene, achei exatamente isso…sincero e esclarecedor! O melhor depoimento que já li sobre a depressão.
      E quero te dizer que estou aqui pra ouvir a sua dor. Você tem esse espaço para conversar e colocar pra fora todo o seu sofrimento, tudo o que você está sentindo.
      E também quero te agradecer pelo seu comentário. Outras pessoas poderão ler e se sentirem à vontade para falar sobre o que estão sentindo.
      Agradeço também por ter lido o artigo e o relato. Ambos passam a mensagem: NÃO DESISTIR.
      Um abraço

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      1. Boa noite. Com licença. Gostaria de deixar meu relato.

        Me chamo Alex. Tenho 26 anos.
        3 filhos, dois de 4 anos e um de 2 anos.

        Eu era conhecido por muitos como um cara super feliz, alegre, brincalhão e vários outros adjetivos..
        A quase 5 anos atrás eu cometi o maior erro da minha vida. Nao me orgulho em falar sobre tal assunto. Sinto nojo de mim mesmo. Mal consigo me olhar no espelho. A quase 5 anos atrás eu trai a minha esposa com a minha prima. Na epoxé éramos so namorados. Mas n diminui nenhum pouco o erro q cometi. Dessa traição gerou um filho q hoje tem 4 anos, Arthur.
        Poucos dias depois da traição eu me relacionei com a minha esposa e gerou a minha filha Heloisa, q tem 4 anos também.
        N sabia como contar pra ela oq eu tinha feito, n tive coragem de falar e nem de terminar. 8 meses depois ela descobriu da pior forma. “Falaram pra ela”. Tivemos uma discussão e terminamos. Umas semanas depois voltámos, claro q n foi da msm forma q era antes. Me arrependo ate hoje do meu erro. E me culpo muito por ter tirado o maior sonho dela q era ter uma famifam linda e feliz. Hoje estamos juntos aínda. Mas sempre tem recaídas da parte dela. Sempre estou junto pra ajudá-la e tentando fazer ela feliz, msm sabendo q na maioria sempre falho. Hoje, sofro de depressão, ansiedade engordei uns 20kg e n consigo superar o mal q causei pra pessoa q esta do meu lado. N sei mais oq fazer. Acordo todo dia com vontade de ficar na cama, mal tenho coragem de me olhar no espelho, e saber q sou o cara q estragou o sonho da pessoa q amo. A unicú coisa q me mantém vivo são meus filhos, e a esperance de fazer minha mulher feliz. Fora isso n tenho mais vontade de viver. Sofro dia e noite. Sinto um grande buraco no meu peito. Nada q amava fazer me alegra mais. N vejo outro caminho a n ser o fim da linha pra mim. Por mais q me esforce pra n chegar a esse ponto, sinto q cada vez mais sou puxado mais e mais. Vejo todas as recaídas da minha esposa e me machuca muito isso. As vezes eu qria era n ter nascido. Quem sabe era n poderia ter conhecido um cara mais descente e q podesse dar pra ela oq eu nunca pude dar…
        Hoje estou infeliz no trabalho em casa, em todo lugar q vou, a infelicidade esta me acompanhando. A certeza q a minha hora vai chegar por suicídio aumenta cada vez mais.

        Me perdoem pelo texto grande!

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        1. Boa tarde Alex,

          Obrigada por compartilhar o seu relato aqui neste espaço. Dividindo o que vc está sentindo você pode incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo.
          O que eu posso te dizer diante da sua dor é que vc procure apoio psicológico com um profissional. Já pensou em fazer terapia de casal com a sua esposa?
          Se vc não se sente à vontade com a ideia, pense na possibilidade de buscar terapia para você apenas, quem sabe um profissional que atenda online, por meio de videoconferência, por exemplo? Há vários bons sites que oferecem esse serviço atualmente, como o Zenklub e o Psicologia Viva.
          Caso você não tenha como investir agora ou não ache a terapia a melhor opção, saiba que existem os voluntários do CVV – Centro de Valorização da Vida. Eles estão preparados para te ouvir a qualquer hora do dia, por meio do telefone, chat, e-mail, da maneira que for melhor pra você. São pessoas capacitadas para prestar apoio emocional a quem precisa, de forma totalmente gratuita.

          Vou deixar os contatos para você:
          Telefone: 188 (ligação gratuita para todo o Brasil)
          Chat: https://www.cvv.org.br/chat/
          E-mail: https://www.cvv.org.br/e-mail/

          Procure ajuda profissional, tenho certeza de que vai aliviar o seu sofrimento.

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    2. Também sinto que perdi minha vida, ela passou e eu não consegui fazer nada, por conta dessa doença a mais de 15 anos lutando. E hoje estou pior muito pior, não acredito mais que eu possa saber o que é ser feliz e ter uma vida normal.

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  13. Concordo muito, realmente as pessoas precisam falar mais e precisam deixar o preconceito de lado. Quanta gente nós ouvimos por aí falando em fraqueza, moleza, etc, né? Que coisa! Legal você falar disso aqui!

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