6 fatos sobre o estilo de vida na Dinamarca, o segundo país mais feliz do mundo

No Dia Internacional da Felicidade, em 20 de março, a ONU divulgou mais um ranking dos países mais felizes do mundo. A lista, publicada todo ano nesta data, não costuma trazer surpresas. A Dinamarca, por exemplo, está sempre no top 10. 

Em 2019, o resultado não foi muito diferente. Pela segunda vez consecutiva, a Finlândia foi considerada a nação mais feliz do mundo. Em segundo lugar, adivinhe? A Dinamarca. E é justamente dela que eu quero falar neste post. É o timing certo para isso, porque recentemente terminei de ler o livro “Os Segredos da Dinamarca“, da jornalista inglesa Helen Russell. 

Antes da leitura, eu conhecia pouco sobre o segundo país mais feliz do mundo. Quando ouvia falar em Dinamarca, pensava apenas na decoração escandinava que eu via nas campanhas da Westwing.

Agora já conheço um pouco o estilo de vida dinamarquês. Na verdade, conheço o suficiente pra te dizer que quero muito viajar para lá nas férias. E sim, já me vi morando lá algum dia. Arrisco dizer que você terá a mesma vontade depois de ler as 7 curiosidades abaixo: 

1 – Os dinamarqueses valorizam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional 

Talvez você não saiba, mas a Dinamarca é o segundo país com o melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional, com índice de 9 em 10. 

Por lá, a jornada de trabalho costuma durar 33 horas semanais, ou seja, uma média de 6h por dia. Além disso, apenas 2% dos empregados trabalham horas muito longas. Esse percentual é muito menor do que a média da OCDE, que é de 13%. 

Para se ter uma ideia,  é comum os dinamarqueses terminarem o expediente um pouco mais cedo durante o verão para simplesmente aproveitarem a cidade! Também acontece dos empregados com filhos deixarem o escritório às 3h da tarde para buscarem as crianças na creche ou na escolha. Olha que qualidade de vida! 

2 – As leis trabalhistas são flexíveis 

Imagine tirar pelo menos cinco semanas de férias ao ano. Pense agora em como seria se você tivesse filhos e pudesse quebrar a licença maternidade em vários períodos e, ainda por cima, dividi-la com o seu marido por um ano.

Somado a isso, considere um seguro-desemprego que garanta de 80% a 90% do seu salário por dois anos. Tá bom pra você? Bom demais pra ser verdade né? Mas pode acreditar que é assim mesmo que a banda toca lá na Dinamarca. 

E pasme: mesmo se você pedir demissão você tem direito ao benefício do seguro-desemprego. Mas também, né? No segundo país mais feliz do mundo era de se esperar que felicidade no trabalho fosse levada realmente em conta. E é. 

Se um trabalhador dinamarquês quiser mudar de carreira ou emprego em algum momento, ele encontra suporte em um mercado de trabalho baseado no modelo de “flexisegurança”. É um modelo que flexibiliza as formas de contratação e dispensa e, ao mesmo tempo, oferece segurança ao trabalhador através do seguro-desemprego e de uma rigorosa política de recolocação de trabalho. 

Toda essa rede de segurança ajuda a manter a taxa de desemprego relativamente baixa (5%) no país, em comparação a outros países europeus. Por outro lado, o governo não está livre de histórias como a de Robert, o preguiçoso. 

3 – A Dinamarca é o país das bicicletas (mesmo!)  

Quando penso na Dinamarca, penso em bikes a cada esquina. É quase instantânea a associação. E não é para menos, viu leitor (a) querido (a)? Copenhague, por exemplo, é considerada a cidade mais bike friendly do mundo, de acordo com este ranking aqui

Outros dados também chamam a atenção:

E não pense que a cultura da bicicleta está restrita à capital dinamarquesa, toda cheia de infraestrutura. Na verdade, as “magrelas” são quase unanimidade de canto a canto do país. Elas fazem parte do dia a dia e do estilo de vida dos dinamarqueses, que pedalam até debaixo de chuva e de neve. Coragem! 

4 – Os dinamarqueses confiam uns nos outros

Os dinamarqueses confiam uns nos outros, no governo e no sistema como um todo. As pessoas confiam tanto umas nas outras que chegam ao ponto de deixarem as janelas de casa abertas e as bicicletas na rua sem tranca.

Para nós, um completo absurdo, para eles, uma das razões que justificam o título de segundo país mais feliz do mundo. E não pense que estamos falando apenas da confiança nos amigos, na família, nos vizinhos. Não, cerca de 70% dos dinamarqueses acreditam que desconhecidos também são dignos de confiança. 

Na prática, é isso mesmo que eles demonstram. No livro “Os Segredos da Dinamarca”, a autora Helen Russell conta que é natural, por exemplo, os pais deixarem seus filhos nos carrinhos de bebê do lado de fora do restaurante enquanto almoçam. E pasme: ninguém fica tomando conta dos pobrezinhos. 

Difícil acreditar numa coisa dessas, mas dei uma pesquisada e parece ser mesmo verdade. Se for, que imenso choque cultural teríamos, hein? Ah, e sabe outra coisa? É comum os dinamarqueses pendurarem objetos perdidos em árvores e muros para os donos encontrarem com mais facilidade. Olha isso, gente! Quero esse país para mim! 

5 – Design bonito e funcional para uma vida boa  

A Dinamarca é referência quando o assunto é arquitetura e design. Não é atoa que existe até um Museu do Design por lá. O país acumula prêmios e mais prêmios internacionais, como o Festival Mundial de Arquitetura,  e é conhecido por seus famosos designers e arquitetos, entre eles Arne Jacobsen. 

Como bem explicado aqui, simplicidade, funcionalidade e elegância são os aspectos básicos do design dinamarquês. Mas o que isso tem a ver com felicidade? – você me pergunta. 

Bem, é que na Dinamarca as pessoas entendem que um design funcional e bonito é essencial para uma vida boa, logo suas casas são limpas, iluminadas, bonitas e com decoração típica escandinava.

Em outras palavras, clean, contemporânea e minimalista, bem na linha “menos é mais”, sabe?  Bem na linha das campanhas Westwing que me fazia acessar o site todo dia religiosamente às 8h. hahaha Bem nessa linha aí. 

6 – Hygge, uma palavra bem dinamarquesa 

Hygge é uma palavra bem dinamarquesa. Na verdade, é um estilo de vida. “Ficar hygge”, para os dinamarqueses, é desfrutar de momentos simples de felicidade, em qualquer lugar, sozinho ou na companhia de alguém.

Exemplos? Preparar um jantar a luz de velas, ler um livro debaixo do edredom, reunir a família em volta da mesa; tudo isso é ficar hygge.

O conceito geralmente é relacionado com a qualidade do tempo que eles passam em casa, muito por conta do longo e rigoroso inverno dinamarquês. Nesta estação, as pessoas saem menos, então elas valorizam o aconchego do lar e os momentos que passam “entocadas”. 

Para mim, hygge era a palavra que faltava para coroar minha vontade de morar na Dinamarca um dia, nem que seja para chegar lá, concluir que o inverno dinamarquês não é para mim e fazer as malas de volta ao Brasil. Um dia, quem sabe! 

E você, também tem vontade de conhecer a Dinamarca? Ou já conhece o país? Eu acharia muito legal se você compartilhasse a sua experiência aqui nos comentários. Até mesmo pra gente conhecer o outro lado, né? Me conta?

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4 Comentários


  1. Realmente é de se querer ir para lá sem olhar para trás. Fico imaginando como seria você não ter que se preocupar se as pessoas irão te sacanear (furto, roubo, violência, etc.), parece coisa que não existe.

    Outro dia ouvi que a prosperidade de um país está diretamente ligada ao nível de confiança que as pessoas tem umas nas outras (ou algo parecido), o que faz todo sentido!

    Embora não seja sobre a Dinamarca, mas falando em países mais felizes do mundo, veja essa oportunidade: http://www.sonoticiaboa.com.br/2019/03/30/pais-mais-feliz-do-mundo-vai-pagar-pra-quem-quiser-visita-lo-e-aprender-felicidade/

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    1. Robsonnnnnnn, gostei demais desse projeto aí! Vou me inscrever!!!

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    1. hahaha.. dá vontade, não dá? Só precisamos conhecer o outro lado antes, né? Saber, por ex, se brasileiros são bem aceitos por lá

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