13 séries Netflix para quem fica perdido com tanta opção!

A Netflix nos dá tanta opção de escolha que me gera até uma certa angústia. Difícil escolher entre tantos filmes, séries e documentários. Até me decidir, passo um bom tempo esparramada no sofá, com o controle na mão, zapeando pelo catálogo. 

Se você também fica meio perdido (a) com tanta variedade, talvez ache interessante a minha lista de 13 séries Netflix. 

Já adianto que se você é fã de Game of Thrones, Black Mirror ou Vikings, corre o sério risco de achar minhas indicações sem graça demais. É que eu não gosto das séries sangrentas não, prefiro as que têm pegada de drama, suspense e humor.

Se você curte as mais “levinhas” ou quer dar um tempo das séries sangrentas, dá uma olhada na lista! Não tem spoilers, pode seguir em frente! rsrs

1 – The Crown

No topo da lista, The Crown, a minha preferida (mentira, não sei mais qual eu prefiro!) 

A série retrata o reinado da Rainha Elizabeth II, que assumiu o trono aos 25 anos de idade. A história é fiel aos fatos e nos permite entrar um pouquinho nos bastidores da família real britânica.

Mais do que isso, a série nos entrega detalhes da vida pública e íntima da Rainha da Inglaterra. Ou seja, já deu o que falar…Provavelmente você já ouviu alguém comentando sobre The Crown, né?É uma das séries dramáticas mais premiadas da Netflix.

Em 2017, ganhou o Globo de Ouro como Melhor Série de Drama, desbancando Game of Thrones e Stranger Things. E não é para menos. É muito boa mesmo! O enredo, a produção, o figurino, o elenco… Inclusive, lamento PROFUNDAMENTE que a atriz Claire Foy não voltou na terceira temporada, que já está disponível na Netflix.

Ela é maravilhosa no papel de Rainha Elizabeth II! Impressionante. E não gostei de saber que a atriz ganhava um salário bem menor do que o ator Mat Smith, que interpreta o príncipe Philip.   

2 – Grace and Frankie 

Estou na penúltima temporada da série (6ª) e continuo completamente encantada com as duas personagens principais. Grace (Jane Fonda) e Frankie (Lily Tomlin) são duas mulheres da classe média alta dos Estados Unidos e com mais de 70 anos.

A essa altura da vida elas sofreram um duro golpe: seus maridos pediram a separação depois de 40 anos de casamento.O motivo? Os dois eram amantes há muito anos e decidiram finalmente assumir a relação. Contaram toda a verdade para a Grace e Frankie e anunciam que vão se  casar.

Pois é, nada easy esse contexto, mas totalmente favorável para uma aproximação entre as duas, que eram antigas rivais e agora tentam se apoiar uma na outra para reconstruírem suas vidas. 

É esse recomeço que você vai acompanhar na série, que para mim é uma das melhores comédias produzidas pela Netflix. Nem vou te contar mais nada, porque eu quero MUITO que você dê uma chance para essa história.

Já adianto que você vai rir e se emocionar com essas duas, que são completamente adoráveis, cada uma com o seu jeitinho. Eu me apeguei completamente!

E não paro de me impressionar com a Jane Fonda, por mais que as temporadas passem. Que mulher é aquela, gente? Exuberante, maravilhosa, poderosa e todos os sinônimos do dicionário! 

Curiosidades:

  • A série foi co-criada pela produtora e roteirista Martha Kauffman, a mesma criadora de “Friends”;
  • É a primeira série televisiva da Jane Fonda, ícone em Hollywood;
  • Lily Tomlin, que interpreta a Frankie, é gay na vida real. 

3 – Anne with and “E” 

Ta aí uma das séries mais maravilhosas que assisti na Netflix até agora! “Anne with and ‘E'” é baseada no famoso livro canadense “Anne de Green Gables“, da autora Lucy Maud Montgomery (1908). 

A CBC, rede de tevê do Canadá, se inspirou na obra para criar um roteiro pra lá de envolvente, com personagens encantadores. A personagem principal é Anne Shirley (Amybeth Mcnulty), orfã adotada pelos irmãos Marilla (Geraldine James) e Matthew Cuthbert (R.H. Thomson).

Os dois, na verdade, pretendiam adotar um garoto para ajudar nas tarefas em Green Gables, fazenda onde moram, no povoado fictício de Avonlea, no Canadá. 

Por engano, eles adotam Anne, uma menina esperta, sensível, inteligente e que parece não se encaixar muito bem às regras sociais daquela época (a história se passa no fim do século 19).

Mas ela se mostra tão, mas tão encantadora, que acaba conquistando a nova família e também os moradores da comunidade. Eu ri e chorei com ela em todos os episódios.

Fiquei impressionada com a imaginação fértil, a personalidade forte e a maturidade dela. QUE ENCANTO DE MENINA! Se eu tivesse uma filha, gostaria que fosse um pouquinho como ela. 

Apesar de leve e engraçada, a série não deixa de levantar temas atuais sérios, como bullying, abuso psicológico, preconceito, machismo e homossexualidade, além dos desafios comuns da adolescência. Uma história digna, digníssima de maratona. 

Pena que precisamos nos despedir de Anne na terceira e última temporada. A Netflix anunciou que a série não vai mesmo continuar, mesmo com todo o apelo dos fãs. “Triste, mas verdadeiro”, como bem definiu a criadora da série, Moira Walley-Beckett.

O que nos resta agora é torcer para um revival na Disney Plus, novo concorrente da Netflix

Curiosidades:

  • A criadora, roteirista e produtora de Anne with and ‘E’ é Moira Walley-Beckett. Ela também produziu “Breaking Bad“, famosa série de drama lançada em 2008.  

4 – Trapped

Descobri Trapped por acaso no catálogo Netflix. E que descoberta, viu? Um suspense policial viciante! A história se passa em uma cidadezinha da Islândia que fica isolada depois de uma nevasca.

Estradas e aeroportos são fechados e ninguém consegue entrar e sair do vilarejo. Em meio ao clima de tensão total, um corpo mutilado é encontrado em pleno mar. A polícia local, acostumada a lidar apenas com brigas de vizinhos e multas, precisa agora investigar o crime, já que a equipe de investigadores especialistas não consegue chegar à cidade para assumir o caso. 

A investigação é liderada pelo competente Andri Ólafsson (Ólafur Darri Ólafsson), um policial que precisa enfrentar não só com o assassinato, mas também os seus problemas pessoais. Ele foi abandonado pela esposa, mora com os ex-sogros e tem duas filhas.

Não falarei mais nada, apenas: ASSISTA! 

5 – Distrito Selvagem

Distrito Selvagem é uma série colombiana original da Netflix. O personagem principal é John Jeiver, um guerrilheiro da FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que se entregou à polícia e agora está tentando retomar a vida.

Mas a coisa não será tão simples assim…. John tem contas a acertar com o seu passado e, para proteger a sua família, precisa trabalhar para o governo colombiano em uma investigação de crimes de corrupção. 

O que mais me chamou a atenção na série é a frieza, a força e a capacidade do John de “resolver as coisas” sem deixar rastros. É impressionante! Fiquei sem fôlego às vezes…

Curiosidades: 

  • O personagem Jhon Jeiver é interpretado pelo ator colombiano Juan Pablo Raba, o Gustavo Garviria de “Narcos”;
  • A trilha sonora de abertura da série é muuuuuuito gostosinha! Me lembra a trilha de La Casa del Papel! Vou achar a música e compartilhar aqui no post! 
  • Distrito Selvagem é a terceira série colombiana original Netflix, mas a primeira a estrear. 

6 – Atypical

Já tinha ouvido falar sobre Atypical, mas não dei bola para a série até várias pessoas me indicarem e eu finalmente começar a assistir. E, olha, me arrependi de não ter assistido antes viu?! É bem-humorada e emocionante, do início ao fim.

O personagem principal é Sam (Keir Gilchrist), um jovem autista de 18 anos em busca da sua primeira namorada. Ao longo da série, ele passa por situações hilárias enquanto tenta se apaixonar. É impressionante como ele é sensível e verdadeiro nas suas experiências amorosas. 

Ao mesmo tempo, Sam quer se tornar mais independente dos seus pais, que sempre o protegeram e cercaram de cuidados por conta do autismo.

Nesse movimento de independência, ele enfrenta uma série de dificuldades e desafios, mas também se depara com um novo mundo cheio de possibilidades e descobertas. É lindo ver o amadurecimento dele e da família ao longo dessa jornada emocionante e muito bem-humorada.

Apesar de Sam ser o protagonista da história, Atypical também levanta os conflitos e dramas de outros personagens, como os pais, a irmã e a psicóloga do garoto (confesso que tenho um pouco de preguiça dessa última personagem…rs). 

Curiosidades: 

7 – American Crime Story: The People vs OJ Simpson

Fiquei viciada na primeira temporada de American Crime Story! Não conseguia parar de assistir. Se você ainda não viu, faça isso. É completamente envolvente! 

A história é baseada em fatos reais e reconta o histórico julgamento de OJ Simpson, um dos maiores jogadores de futebol americano da década de 70. Ele foi acusado pelo assassinato da ex-mulher, Nicole Brown, e do amigo dela, Ronald Goldman, na década de 90. 

Apesar de todas as provas incriminando o jogador, adivinha o que aconteceu? OJ Simpson foi absolvido pelo júri popular, por unanimidade! Eu já sabia do veredito final, então passei a série inteira desesperada para saber que diabos a defesa fez para conseguir inocentar o jogador. 

Em alguns episódios, fiquei revoltada pelas manobras da defesa e pela “perseguição” contra a Marcia Clark (Sarah Paulson), promotora do caso e vítima de preconceito e machismo por parte da mídia e dos advogados de defesa. 

Na verdade, dá tristeza de pensar que muitas mulheres ainda passam, nos dias de hoje, o que a Marcia passou naquela época. 

Curiosidades:

 8 – La Casa De Papel 

Nem preciso falar, né? La Casa de Papel é sucesso na Netflix. Amei a primeira temporada, que conta a história de um assalto à Casa da Moeda da Espanha. Mas não um assalto qualquer. Simplesmente um roubo épico, que dura 11 dias e envolve oito assaltantes e 67 reféns. 

Ao longo dos episódios, é mostrado o que acontece dentro da Casa da Moeda e também o planejamento de todo o assalto, que é liderado pelo Professor (Álvaro Morte), um personagem no mínimo intrigante. Ele me impressionou a temporada inteira e me fez torcer para que nada avacalhasse o seu plano infalível.

Já a segunda temporada mostra a continuidade do assalto à Casa da Moeda da Espanha, focando mais na relação entre os personagens. Achei bem fraca. Não me empolgou. Muito viajada e sem ritmo. E você, o que achou? Opine nos comentários! 

9 – Master of None

Comecei a assistir Master of None sem grandes expectativas e acabei me identificando com a série, que é sobre dilemas da vida adulta. 

O personagem central é Dev (Aziz Ansari), um indiano de 30 anos que está longe de estar com a vida bem resolvida. Na carreira, Dev batalha para conseguir um bom papel como ator de cinema. Na vida sentimental, vive a pressão de ser solteiro numa fase em que boa parte das pessoas está se casando.

Isso soa familiar para você? Então assista que você não vai se arrepender. É bem capaz, inclusive, que termine um episódio e fique com a sensação de que um momento da sua vida acabou de passar na tela! Eu, pelo menos, me identifiquei com os personagens em vários episódios. 

O legal também é que a série vai além da história de Dev e trata questões atuais importantes, como homossexualidade, religião e racismo.

Inclusive, a atriz e roteirista Lena Waithe, que interpreta a homossexual Denise na série, ganhou o Emmy de “Melhor Roteiro” pelo episódio “Thanksgiving”, da segunda temporada

E por falar em prêmios, Aziz Ansari levou o troféu de Melhor Ator no Globo de Ouro 2018 pela interpretação de Dev, protagonista de Master of None. E sabia que, além de atuar na série, o indiano criou o roteiro das duas temporadas? 

A série foi escrita por ele e Alan Yang, seu parceiro de trabalho na série “Parks and Recreation”, transmitida pelo canal NBC de 2009 a 2015. 

10 – O Próximo Convidado Dispensa Apresentação

Foi uma grata surpresa saber que “O Próximo Convidado Dispensa Apresentação” se trata de uma série de entrevistas com o David Letterman, que comandou por 30 anos o “Late Show“, programa da CBS, canal de tevê americano.

De volta à televisão após três anos de “aposentadoria”, o apresentador estreia na Netflix com um formato diferente de talk-show, mais focado nas entrevistas, que acontecerão dentro e fora dos estúdios.  

E o primeiro entrevistado da série foi ninguém menos que Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos! A entrevista tem uma hora de duração, mas definitivamente vale a pena assistir. Em uma conversa informal, os dois falaram sobre família, Presidência dos Estados Unidos e até Donald Trump.  

Também gostei muito da entrevista com o ator George Clooney e com a Malala Yousafzal, ativista de educação e Prêmio Nobel da Paz. Além deles, também foram entrevistados:  

  • Jay-Z, rapper
  • Howard Stern, radialista
  • Tina Fey, comediante
  • Tiffany Haddish, atriz e comediante 
  • Ellen DeGeneres, apresentadora  
  • Kanye West, cantor e produtor musical 
  • Lewis Hamilton, piloto de Fórmula 1 
  • Melinda Gates, co-fundadora e co-presidente da Fundação Bill e Melinda Gate

Ainda não sei a série continua em 2020, mas espero que seja renovada! 

11 – Designated Survivor

Se você gosta de suspenses políticos, pode incluir “Designated Survivor” na sua lista!

A série, que estreou sua terceira temporada em março, conta a história do personagem Tom Kirkman (Kiefer Sutherland), um secretário do governo norte-americano que assume a Presidência dos Estados Unidos do dia para a noite. 

Ok, parece surreal, mas isso pode acontecer. É que lá nos Estados Unidos existe a figura do “sobrevivente designado“, um integrante do gabinete escolhido para assumir o poder caso morram o presidente e todos os políticos na linha de sucessão. 

E é exatamente isso que acontece no primeiro episódio de “Designated Survivor”. Todos morrem e Tom Kirkman assume a Presidência.

Um sujeito comum, visto como fraco e inexperiente, enfrentando uma prova de fogo atrás da outra. E cativando os fãs da série, diga-se de passagem! 

12 – Easy

Quer uma série sobre relacionamentos amorosos da vida real? Então assista “Easy”, produção original da Netflix. 

A série é antológica, ou seja, os episódios são independentes e tem histórias, personagens e cenários diferentes. Estilo Black Mirror, sabe? 

Em comum, todos os episódios se passam na cidade de Chicago (EUA) e falam dos sabores e dissabores das relações amorosas e sexuais modernas. Tudo com leveza, humor e uma trilha sonora gostosinha.

Para mim, o melhor episódio de todos é o “Open Marriage”, da segunda temporada. Conta a história de um casal com filhos e muitos anos de casamento decide apimentar a relação sexual (eles aparecem no início do trailer aí em cima!). 

O legal também é que os episódios são curtinhos e duram em média 30 minutos. Ou seja, rapidinho você termina as duas temporadas! 

13 – Chesapeake Shores

Última da lista: Chesapeake Shores! Aí você pergunta: Chessssss o que? De onde você tirou isso? rsrs Pois é! Está lá na Netflix, escondida no catálogo! 

Nunca tinha ouvido falar nela, descobri zapeando mesmo. Desconfio, inclusive, que seja uma série adolescente! rsrs 

A história gira em torno da família O’Brien e seus dramas familiares – nada pesado ou elaborado demais. Pelo contrário, a série é bem despretensiosa. Levinha mesmo! 

Mas mesmo sendo um tanto clichê, achei bem gostosinha essa série. As personagens da Jess (Laci Mailey) e da Bree (Emilie Ullerup) são muito divertidas! E a vó delas?! Fofa demais! Queria uma igual!  

Outra coisa: a cidadezinha onde se passa a série é super charmosa. Tem aquele climinha de cidade do interior, sabe? E cada paisagem maravilhosa! 

Clique aqui para ver algumas fotos dos cenários de gravação. A filmagem acontece na Ilha de Vancouver, nas regiões de Nanaimo, Parksville e Qualicum Beach. Quero conhecer esse lugar!

E você, tem alguma série Netflix para indicar? Deixe a sua indicação nos comentários! E já assistiu alguma das séries da listinha? Me conta também! 

8 Comentários


  1. Assisti Chesapeak, eu amei.
    Outra dica mais viciante e bem leve, mas com uma linda historia de 6 temporadas e a surpreendente When Calls the Heart. Tb da Hallmark Channel
    Nao percam.

    Responder

    1. Estou órfã de Chesapeake Shores. Já assisti todas as temporadas! Vou procurar essa que vc indicou. Obrigada pela dica!

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  2. Grace e Frankie é meu amorzinho, amo muito essa série, tem uma temporada que é meio enjoadinha mas na próxima já fica ótima de novo hahaha. Chesapeake outra série ótima, minha mãe que me indicou essa, não tem briga, não tem morte, série pra passar o tempo e outra nesse mesmo estilo que também amei é when calls the heart, série calma, sem violência, que fala sobre generosidade, lealdade, amizade, tudo de bom. Agora estou procurando outra série no estilo dessas.

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    1. Estreiou a nova temporada de Grace and Frankieee, tá sabendo, Pati? Tô prestes a começar a maratona!!!
      When Calls the Heart não conheço, mas já acho que vou gostar! Vou assistir. Eu te indico Atypical, que é uma série mais densa, mas também divertida. Tenta ela!!! Ou Anne with E, que tem uma temporada bem triste e faz a gente chorar em vários episódios, mas é linda.

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  3. Ameeei, já vou começar a ver algumas aí!!! Já viu Downton Abbey? Acho que você vai gostar, é uma série linda, linda, linda!

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    1. Juuuu, Downton Abbey não, mas já vi aqui que foi bastante premiada, né??? Pela sinopse acho que eu vou gostar!

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