Sobre a minha pausa

Meu post mais recente por aqui foi no início da pandemia. Eu postei dicas de conteúdos para o isolamento social. Era 22 de março e eu não fazia ideia do que viria pela frente. Eu ainda estava começando a entender a dimensão do problema. Eu estava começando a ter clareza da gravidade de tudo.

Apesar dos inúmeros conselhos, continuei assistindo aos telejornais e lendo tudo sobre o novo coronavírus. Foi importante, mas também desesperador. Não esqueço a abertura do Jornal Nacional do dia 23 de março. O William Bonner pediu calma. É, o mundo tá acabando. Foi o que pensei depois da fala dele e da Renata Vasconcelos.

E eu tive realmente a sensação de ver o mundo acabar nestes últimos meses. Chorei várias vezes e, por tantas outras, tive o pensamento de que não, isso não está acontecendo. Não é possível que uma pandemia esteja mudando tanta coisa. Mudando tudo – e tão rápido.  

E, pra completar, eu trabalho em uma operadora de saúde, ou seja, as coisas não andam tranquilas no trabalho. Eu faço parte da área de Comunicação, que tem sido muito demandada desde o início da pandemia.

Estou em home office desde 11 de março e trabalhando com segurança, mas o ritmo foi intenso demais nos últimos meses. Eu precisei dar prioridade para o trabalho na empresa, que exigiu muito, muito mesmo de mim. E eu não quis ser dura comigo e me cobrar ser produtiva no Seja Leve. Entendi que precisava dar um tempo – e ainda preciso, na verdade. 

Outras coisas vieram depois, como a internação do meu pai durante 12 dias para uma cirurgia cardíaca. Dias difíceis, mas agora ele está bem, eu estou de férias no trabalho e já consigo respirar aliviada.

E aqui estou para me desculpar com você, leitor do Seja Leve que está sempre por aqui. Desculpe não ter dado notícias antes. Não deu. Mistura de trabalho intenso com um turbilhão de sentimentos que a quarentena trouxe. Ainda vou continuar ausente até as coisas entrarem no eixo e eu ter clareza dos próximos passos e caminhos.

Pausa para balanço. 

E olha, antes de ir quero dizer uma coisa: aguenta firme aí. Pra mim, o pior já passou. No mais, não vou te pedir pra pensar positivo, extrair algo de bom de tudo isso, se reinventar ou coisa do tipo. Cada um está vivendo a sua experiência com a pandemia e encarando o momento da sua maneira. 

Vou só te pedir pra tomar todos os cuidados (usar máscara sempre, ficar em casa o máximo possível e lavar as mãos) e confiar que dias melhores virão. Eu confio em Deus. É nele que eu me apeguei pra atravessar a pior fase. E eu peço a Ele que dê saúde pra todos nós. É o que desejo.

Até mais.  🙂

 

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