Tô voltando!

Estou de volta depois de uma pausa para balanço de seis meses. Um TEMPÃO para quem produzia conteúdo todo santo dia. Newsletter, blog, Instagram, Pinterest, Telegram – tudo entrou no “modo congela” desde o início da pandemia.

A minha intenção era continuar, inclusive criei o canal no Telegram para estar mais próxima e compartilhar mais conteúdo na quarentena. Mas não consegui. Tive que caminhar mais devagar.

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Desacelerei aqui, para acelerar do outro lado. Como já expliquei neste post, eu tenho um emprego CLT em paralelo ao Seja Leve. Trabalho em uma das maiores operadoras de saúde de Minas Gerais, na área de Comunicação.

Sempre consegui conciliar as duas coisas até que veio a pandemia e o mundo virou de cabeça pra baixo. E eu fiquei tentando entender e processar tudo, ao mesmo tempo em que precisei ser mais produtiva do que nunca no trabalho. As minhas demandas duplicaram, principalmente no início da pandemia. 

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Resultado: não sobrou tempo, nem energia para seguir com o Seja Leve da forma como esse projeto merece.

Além do mais, como eu ia continuar produzindo conteúdo em um blog chamado Seja Leve sendo que eu tinha ZERO leveza pra compartilhar? Eu precisava ser coerente. Precisava parar, em sinal de respeito e cuidado comigo mesma e com quem me acompanha. 

E pra deixar tudo ainda mais caótico, em junho o meu pai ficou doente, foi internado no CTI e passou por uma cirurgia de emergência. E lá fui eu sair do isolamento social para acompanhá-lo no hospital em pleno pico do coronavírus.

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Não deu pra passar ilesa, é claro. Insônia, crises de choro, quilos a mais e vontade de beber uma cerveja todos os dias. Teve tudo isso. Mas posso dizer que sobrevivi e estou colocando a casa em ordem. A vida está voltando pro lugar e eu voltando pra cá! 

A pausa foi necessária

Quando tomei a decisão de parar com o Seja Leve, eu não sabia quando ia voltar. Eu não sentei na mesa e tracei um planejamento de carreira todo redondinho que incluía uma pausa de seis meses para rever o Seja Leve. Não. Decidi parar, sem saber se voltaria ou não. 

A decisão me doeu, mas eu estava certa de que não poderia ter nenhuma sobrecarga naquele momento de caos. Decidi parar, chorei e não toquei mais no assunto. Foi assim.

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À princípio, a pausa me pareceu necessária e apropriada, mas depois comecei a me questionar. Enquanto outros criadores de conteúdo estavam mais ativos do que nunca na pandemia, lá estava eu seguindo em outra direção. Enquanto as pessoas estavam em casa, sedentas por conteúdo nas redes sociais, eu começava um detox digital no Instagram.

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Meu Deus, que falta de visão de negócio! Cadê a resiliência, a persistência, a determinação? QUE IDEIA MAIS DOIDA! Tem medo do algoritmo não, Marcela? E assim a minha voz interna me convenceu de que eu estava fracassando mais uma vez. A pausa para balanço virou um fracasso.

(somos ótimos com os outros, mas péssimos com nós mesmos, né?).

Mas graças a Deus durou pouco o meu auto martírio. Rapidamente percebi o quanto aquela pausa estava abrindo espaço pra outras coisas. A partir do momento em que não precisei conciliar dois trabalhos, comecei a ter mais TEMPO pra mim e pra me cuidar melhor.

Parei de trabalhar aos sábados de manhã. Fiquei com as noites livres durante a semana. Resgatei desejos antigos que estavam meio de lado. Um deles era comprar uma bicicleta e sair por aí, pedalando. Eis que um belo dia da quarentena fui no supermercado e voltei pra casa com uma bike branca de cestinha, um capacete e um par de luvas pretas. 

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Foi uma compra despretensiosa, sem muita pesquisa e grandes investimentos. Será que eu vou gostar de pedalar? A dúvida pairava no ar, afinal, eu não pedalava há anos e morria de medo de tomar um tombo e machucar.

Hoje – quase 8 meses depois – andar de bicicleta é o meu programa favorito dos sábados e domingos de manhã. Descobri um novo hobby, uma nova atividade física e um novo meio de transporte. Eu e o Brasil inteiro, né? As vendas de bike explodiram na pandemia.

E teve mais… 

Durante a pausa, comecei a me cuidar mais e criei rituais de autocuidado, como o skincare. Nunca liguei muito pra isso, mas agora sou daquelas que passa três cremes no rosto, usa headband e faz pesquisas do tipo “Vitamina C antes ou depois do hidratante?”.

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Pode parecer algo bobo, mas pra mim é simbólico parar na frente do espelho toda noite pra passar uns creminhos. Significa que eu tenho tempo para as pequenas coisas e isso tem muito valor pra mim.

E eu só tive mais TEMPO e LIBERDADE porque desacelerei. Saí do piloto automático, coloquei o pé no freio, respeitei os meus limites. E desacelerar deixou tudo melhor e mais leve nos últimos meses, mesmo com todos os desafios da pandemia.

Desacelerar abriu espaço para novas ideias, novos planos, novos projetos. Me devolveu a inspiração para escrever, depois de meses de bloqueio criativo. Me fez ressignificar o Seja Leve e sentir ainda mais orgulho dele! Me fortaleceu e me encheu de energia para recomeçar.

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É ótima a sensação de estar de novo em movimento. Sinto que é um recomeço em vários sentidos. Tô voltando, mas sem me cobrar tanto, sem querer abraçar o mundo, sem entrar na pilha de produzir mais, mais e mais. É com calma que eu vou!  

“Sometimes the fastest way to get there is to go slow” (Às vezes a maneira mais rápida de chegar lá é ir devagar – Tina Dico).

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